Vejo um homem a fazer de sentinela,
Estamos num local silencioso,
Os seus passos são o único barulho estrondoso.
Oiço alguém,
Parece que está a subir,
Escondo-me de maneira a não sobressair,
Acabou por não ser ninguém.
Ninguém, digo eu,
Aquela pessoa tinha ar de hebreu,
Barba até ao peito
E de fato feito.
A inspiração é pouca,
É como se a caneta estivesse rouca,
Tento escrever
E o papel quase começa a arder.
Está tudo contra a escrita,
Só pode ser um maldição,
Maldição maldita,
Tirou-me as palavras do coração.
Falta criatividade,
Falta originalidade,
Já é hora de descansar,
Amanhã é dia estudar.
Testes, testes, testes,
São as maiores das pestes,
Só me apetece os queimar,
Para toda a comunidade em paz estar.
Desejo uma boa noite,
A quem ler toda a poesia,
Vamos todos atravessar a ponte,
Entre a realidade e a fantasia.